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  • maio 12, 2026

Projeto busca recuperar 378 hectares de áreas degradadas e mobiliza centenas de estudantes em MS

Projeto busca recuperar 378 hectares de áreas degradadas e mobiliza centenas de estudantes em MS
Em uma resposta estratégica ao quadro de erosão e assoreamento na Bacia do Rio Taquari, o projeto Caminhos das Nascentes, liderado pelo Instituto Taquari Vivo (ITV), em parceria com o FUNBIO,  está transformando a realidade ambiental do norte de Mato Grosso do Sul. Atuando no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari e no Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim, a iniciativa além de recuperar áreas degradadas, também constrói uma nova consciência ecológica entre crianças e jovens da região. A meta do projeto é ambiciosa: recuperar um total de 378 hectares em dois anos, com um ritmo de 190 hectares por ano.

Desse montante, 250 hectares são destinados especificamente à construção de terraços e barreiras alternativas para o manejo de águas pluviais e contenção da erosão, enquanto 120 hectares recebem cobertura direta de vegetação nativa. Para garantir a eficácia dessa restauração, o plano utiliza técnicas variadas, com custos estimados em R$ 713 mil para o plantio de mudas e R$ 1 milhão para a semeadura direta, além de R$ 375 mil focados exclusivamente na contenção de processos erosivos como voçorocas e ravinas.

Enquanto as máquinas trabalham na estabilização das encostas, uma rede de conscientização mobiliza as futuras gerações com foco especial em estudantes do Ensino Fundamental. No campo, esses jovens não são apenas espectadores eles participam ativamente da restauração por meio de atividades que incluem o plantio de mudas nativas, a coleta de sementes e o acompanhamento do progresso da vegetação. Recentemente, estudantes do 7º ano da Escola Estadual Romilda Costa Carneiro, realizaram uma visita técnica focada no “Dia da Água” na área de São Thomaz, dentro do PENT, em Alcinópolis. A ação foi realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (SEMDEMA) do município.

Essa ação soma-se ao histórico de mobilização do projeto, que já envolveu mais de 500 estudantes em diversas frentes. Em setembro, 300 alunos das escolas Municipal Miguel Antônio de Morais, Centro de Educação Infantil Brenno Crisóstomo Duart e Escola Estadual Romilda Costa Carneiro, participaram de atividades no Monumento Natural Serra do Bom Jardim, dedicadas ao “Dia do Cerrado”. Em Costa Rica, o projeto também marcou presença com visitas de estudantes de escolas municipais e da Escola Cívico-Militar ao PENT, onde puderam aprender sobre a proteção de nascentes e os processos de restauração.

A coordenadora de restauração do ITV, Letícia Reis, reforça que a participação da comunidade é o que garante a permanência da floresta em pé. “A restauração ambiental só é efetiva quando a comunidade local se torna guardiã do território. Ao envolvermos mais de 500 alunos em atividades práticas nas Unidades de Conservação, não estamos apenas ensinando teoria, estamos permitindo que eles vejam de perto a fragilidade do nosso solo e a força da vida que retorna com o projeto. Essas crianças são os futuros tomadores de decisão da Bacia do Taquari”, comentou a coordenadora.

Para sustentar esse novo ecossistema, o projeto selecionou uma lista diversa de espécies nativas, incluindo o Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês, que desempenham papéis cruciais tanto no recobrimento rápido do solo quanto na diversidade funcional da paisagem. A estratégia de longo prazo inclui o monitoramento contínuo por indicadores como a cobertura de copa e a densidade de regenerantes nativos, assegurando que as intervenções de hoje se transformem em uma base sólida para a estabilidade climática e hídrica de toda a região pantaneira.

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