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  • maio 11, 2026

Mesmo com fatura paga, Energisa corta energia e descumpre prazo de religação: “consumidor fica de mãos atadas”

Mesmo com fatura paga, Energisa corta energia e descumpre prazo de religação: “consumidor fica de mãos atadas”

Um consumidor de Campo Grande, atendido pela Energisa Mato Grosso do Sul denuncia ter sofrido corte irregular no fornecimento de energia elétrica mesmo após quitar a fatura junto à concessionária. Segundo o relato encaminhado à redação de O Sul-Mato-Grossense, a empresa estipulou prazo de 24 horas para a religação, intervalo que contraria a regra da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para suspensões indevidas, fixada em até quatro horas.

De acordo com o relato, equipes da Energisa chegaram ao imóvel, executaram o desligamento e deixaram o local antes que o cliente conseguisse contestar a ação. “Paguei a fatura e, mesmo assim, tive a energia cortada. Eu estava em casa no momento. Agiram como verdadeiros bandidos: chegaram, cortaram rapidamente e foram embora antes que eu sequer abrisse o portão. Em menos de um minuto já tinham ido, sem dar qualquer chance de contestar a ação”, afirmou o consumidor.

Após a interrupção, o cliente acionou a concessionária para pedir o restabelecimento do serviço. Segundo ele, o próprio atendente reconheceu a irregularidade da suspensão, mas informou que a religação seguiria o prazo padrão de 24 horas. “Eles agem à margem da lei e o consumidor fica de mãos atadas. Solicitei a religação e, mesmo depois de o atendente admitir que o corte foi irregular, disseram que o prazo seria de 24 horas. A gente paga pela falta de responsabilidade da empresa e não tem o que fazer”, declarou.

O prazo informado ao consumidor diverge do que estabelece a Resolução Normativa 1.000/2021 da Aneel. O artigo 362 da norma determina que, em caso de suspensão indevida, a distribuidora deve restabelecer o fornecimento em até quatro horas, contadas de forma contínua a partir da comunicação do consumidor, independentemente do dia e horário. O prazo de 24 horas mencionado pela empresa aplica-se apenas a religações em área urbana após o pagamento de débitos em aberto, hipótese diferente da relatada.

A mesma resolução prevê que, em casos de corte indevido, a distribuidora é obrigada a conceder crédito na fatura do consumidor pela interrupção, além de ficar impedida de cobrar a taxa de religação.

A Energisa lidera há anos o ranking de empresas mais reclamadas no Procon-MS. Em levantamento divulgado pelo órgão referente a 2021, a concessionária aparece em primeiro lugar entre as concessionárias de serviço público, com 1.734 registros, número 50% superior ao ano anterior. As principais queixas envolvem cobranças consideradas abusivas, contestação de valores e problemas no atendimento.

Mesmo diante do histórico de queixas, a Energisa teve a concessão de distribuição de energia em Mato Grosso do Sul renovada pelo governo federal por mais 30 anos. O contrato foi assinado em 8 de abril de 2026 entre a concessionária e o Ministério de Minas e Energia, com vigência até 4 de dezembro de 2057. A empresa atende cerca de 1,2 milhão de clientes em 74 municípios do estado, em uma área de 328 mil quilômetros quadrados.

Na ocasião da renovação, a Energisa anunciou previsão de investimentos de R$ 4,4 bilhões entre 2026 e 2030, valor cerca de 20% superior à média anual do ciclo anterior. Segundo o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto dos Santos, o novo contrato traz exigências mais rigorosas relacionadas à qualidade dos serviços e à capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos.

 

Fonte: https://osulmatogrossense.com.br/noticia/33412/mesmo-com-fatura-paga-energisa-corta-energia-e-descumpre-prazo-de-religacao-lconsumidor-fica-de-maos-atadasr

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