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  • setembro 13, 2025

ALERTA SARAMPO: Demanda por exames de sarampo aumenta 47% e por vacinas 114%, aponta Memed

ALERTA SARAMPO: Demanda por exames de sarampo aumenta 47% e por vacinas 114%, aponta Memed

A emissão de documentos médicos ligados ao sarampo disparou no Brasil em 2025. Dados da Memed, plataforma líder em prescrição digital no país, mostram que entre janeiro e agosto deste ano o volume de exames relacionados à doença cresceu 47% em relação ao mesmo período de 2024. O aumento é ainda mais expressivo no caso das vacinas, que registraram alta de 114% no comparativo anual. Em São Paulo, os números também chamam atenção: crescimento de 58% no total de exames e de 110% apenas em vacinas.

A tendência de aumento se intensificou a partir de maio de 2025, coincidindo com a divulgação da nota técnica do Ministério da Saúde que alertou para a escalada de casos de sarampo nas Américas. O relatório da pasta mostrou um crescimento de 11 vezes no número de ocorrências até a 16ª semana epidemiológica de 2025 (encerrada em 19 de abril), totalizando 2.325 casos, incluindo quatro óbitos, em países como Argentina, Bolívia, Canadá, México, Estados Unidos e Brasil.

Embora o Brasil tenha obtido a certificação internacional de área livre do sarampo, a circulação global do vírus aumenta o risco de reintrodução no país, especialmente por meio de casos importados. Para reduzir esse risco, o Ministério da Saúde passou a recomendar a aplicação da chamada “Dose Zero” (D0) da vacina contra o sarampo em crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em contextos de maior exposição. A medida busca oferecer proteção precoce e temporária, reduzindo formas graves da doença e a transmissão comunitária.

“Os dados da Memed refletem a crescente preocupação da comunidade médica e da

população em geral com o sarampo”, afirma Fábio Tabalipa, responsável pela análise dos dados da Memed. “Reforçar as estratégias de vacinação e seguir as recomendações das autoridades de saúde é fundamental. Nossa plataforma facilita a prescrição e o registro, permitindo identificar rapidamente essas tendências e apoiar a vigilância epidemiológica no país.”

Segundo Tabalipa, a integração entre vigilância epidemiológica, laboratórios, imunização e atenção primária é decisiva para conter a circulação do vírus e garantir a efetividade das ações de prevenção no Brasil.

 

Fonte: Cecília Polycarpo

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