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Os empresários sul-mato-grossenses visitaram a Feira Internacional de Luanda 2010 e conheceram esse novo mercado
Pelo menos seis empresários de Mato Grosso do Sul participaram da edição 2010 da Filda (Feira Internacional de Luanda), realizada de 20 a 25 de julho na capital de Angola, para prospectar novas oportunidades de negócios com o mercado africano. Eles integraram a missão empresarial apoiada pelo CIN (Centro Internacional de Negócios) da Fiems em parceria com a ApexBrasil e que teve como líder do grupo na África o empresário Irineu Milanesi, que é diretor da Fiems e presidente do Simemae (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Mato Grosso do Sul).
Segundo Irineu Milanesi, a visita permitiu o acesso do grupo a um novo mercado que começa a se expandir. “A Filda é uma feira multisetorial, que nos apresentou um mercado promissor em que é possível desenvolver vários trabalhos, pois o país está se reconstruindo após 41 anos de guerra e já se sente mais seguro para implantação de novas empresas”, declarou, completando que a capital Luanda apresenta uma boa infra-estrutura e possui grandes avenidas.
Entre as empresários que integraram a missão estavam representantes da D’Itália Indústria e Comércio de Plástico, DWS e ELAS Logística Comércio de Importação e Exportação, Sementes Safrasul e Zortéa Construções. A responsável pela Unidade de Atendimento da Apex-Brasil no Estado, Andréa Afif Elossais, detalhou que os representantes das empresas que participaram da missão empresarial obtiveram informações sobre a iniciativa durante o seminário sobre oportunidades de negócios em Angola.
Na oportunidade, João Ulisses Rabelo Pimenta, da unidade de inteligência comercial da ApexBrasil, reforçou aos empresários que hoje Angola é o principal destino das exportações brasileiras para a África, ficando à frente inclusive da África do Sul. Ele informou que a ApexBrasil realizou um estudo sobre Angola para subsidiar os empresários que queiram se inserir nesse mercado e o levantamento apontou que em 2008 os angolanos foram o primeiro destino da produção brasileira.
“As exportações para Angola não se comparam com as realizadas para outros países da África porque ela é uma venda diversificada de produtos industrializados e não de commodities como ocorre para outras nações africanas e até mesmo para os árabes”, informou o consultor da unidade de inteligência comercial da ApexBrasil, completando que Mato Grosso do Sul pode oferecer para Angola alimentos industrializados, principalmente, mas o país africano também está interessado em máquinas e equipamentos, auto-peças, produtos de construção civil, principalmente para a construção de residências, metalurgia e madeira.