A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, pretende expandir, neste semestre, a abrangência do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) em todo o Estado. Segundo o coordenador do programa, tenente-coronel Oscar Rodrigues, Mato Grosso do Sul vêm colhendo frutos no combate à violência e já conseguiu projeção nacional com a iniciativa. “No V Encontro Nacional do Proerd fui escolhido para coordenar o programa na região Centro-Oeste”, comemorou.
No primeiro semestre deste ano o Proerd atendeu 7.775 pessoas. A previsão para este semestre é de que sejam formados mais 36 instrutores, que irão atuar em municípios que ainda não tiveram acesso ao programa. A meta da Sejusp é de que até o ano que vem todos os municípios do Estado tenham pelo menos um instrutor. “Não estamos conseguindo atender a todas as escolas que solicitam o curso. A aceitação do projeto é grande, pois a mudança de comportamento da comunidade que recebe as instruções é efetiva. Os diretores das escolas confirmam o sucesso do Proerd”, afirmou o coordenador. Trinta e oito escolas do Estado já firmaram convênio com o programa neste semestre. Entre elas, 15 são estaduais, 22 são do município de Campo Grande e uma é particular e atende à comunidade japonesa.
O Proerd já chegou a assentamentos rurais, entre eles estão os dos municípios de Nioaque, São Gabriel do Oeste e Rio Brilhante. As comunidades indígenas também não ficam de fora do programa. Já foram atendidas aldeias de Dourados, Nioaque e Aquidauana.
A iniciativa, que já atende crianças e adolescentes, tem sido direcionada também para os pais daqueles que participam do curso. “Incluir este novo público é fundamental, pois de nada adiantaria passar mensagens positivas às crianças e os pais não darem continuidade a esse trabalho em casa”, explicou o tenente-coronel Oscar.
O Proerd é desenvolvido desde 1997 pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul. O programa realiza um trabalho educacional de 80 horas/aula, que estimula as habilidades da criança a resistir às pressões do consumo de drogas, estreitando o relacionamento entre polícia e comunidade, dentro da filosofia de polícia comunitária, que visa a defesa da vida, integridade física e dignidade do indivíduo. O programa é realizado em convênio com as secretarias municipais e estadual de educação. O curso aborda temas como os riscos do consumo de bebidas alcoólicas, cigarros e drogas ilícitas e apresenta ainda explanações sobre auto-estima e a não-violência.
O militar que pretende se inscrever como instrutor tem que ter dois anos de serviço, não estar submetido a nenhuma espécie de inquérito, ser voluntário, não possuir nenhum tipo de vício e deve gostar de trabalhar com crianças. As últimas formaturas do primeiro semestre irão acontecer em Nova Andradina, amanhã (14) e sexta-feira (15).